NADALivro de autor. NADA reúne fotografias de natureza, paisagens do Gerês: formas e movimentos,
tão rápidos como a água ou tão lentos como as pedras, esculpidos e alterados pelas forças da natureza.
Recorre a uma linguagem "clássica" da fotografia, sem truques, fiel à ideia de que a fotografia são os objetos que representa.
Embora realista, a cores e sem técnicas fotográficas específicas, apela à capacidade deste meio para criar imagens autónomas,
com leituras que vão muito além do objeto que reproduz, como se, a partir de objetos concretos e existentes, criasse realidades
paralelas, com vida própria.
NADA refere-se também à capacidade do livro de afirmar uma ideia através da sua estrutura: propõe leituras que se sustentam e se
transformam a cada página. O projeto assenta na ausência, a que o título alude, mais do que na presença, e propõe simplicidade,
silêncio e reflexão. É um esforço para explorar a fronteira entre o real e o abstrato: parece que, na fotografia, quanto mais
próxima do real e fiel ao objeto que regista, mais poética a imagem se torna.