ÁGUA
Concluída em 2024, esta série recolhe imagens realizadas em diversos locais, entre 2008 e 2024, como matéria-prima; até à data da sua conclusão, assume um corpo em permanente evolução, com o potencial de não ter fim à vista. A série recorre a uma tensão deliberada entre dois estados: a proximidade — a água como matéria abstracta táctil — que, quando o horizonte aparece, expande, restituindo a perceção de uma presença física. Este ritmo entre o zoom in e o zoom out é a estrutura que dá à série o seu pulso. Não pretende ser um arquivo de imagens de água, mas parte de uma investigação exaustiva sobre os elementos que constituem a paisagem, num pulsar entre o abstracto e o reconhecível.