PAISAGEM INVISÍVEL
Fotografias realizadas em 1998, no Cabo Espichel, sempre em dias de tempestade, durante a noite e com longas exposições.
É o tempo prolongado, enquanto o obturador está aberto, que apazigua o mar revolto. O que a vista não podia ver — o mar violento na escuridão — a fotografia torna visível através do tempo que nenhum olhar humano experimenta. Paisagem Invisível nomeia, assim, uma dupla condição: o que a noite esconde e o que apenas a fotografia é capaz de revelar. A obra explora os limites do visível sem tentar substituir a experiência; propõe antes uma outra forma de a perceber. A paisagem, aqui, é indissociável do tempo que a tornou visível.